domingo, 2 de janeiro de 2011

Carry On - Stuck in a rut?



"Sometimes I wonder what's the reason why we long for someone to embrace and say hello to say goodbye Carry On - and I will forever, cause when I see you smile I dare to believe again"


16 dias e contando... como pode? Mais de 4 meses já se passaram e daqui 16 dias volto a minha stuck-in-a-rut life no Brasil. Como pode passar tão rápido?

Me lembro como se fosse ontem quando desembarquei no aeroporto de Dublin e fui para minha host family. Quando me perdi na primeira vez que sai de casa. Quando comprei meu notebook e carreguei ele nos braços do centro até minha casa por 40 min! Da loucura de arranjar um lugar legal pra morar e da loucura de tirar o GNIB dentro do prazo dado pela imigração. A ideia de fazer o CAE e a facada de pagar 173 Euros pelo exame. Do aniversário da Juliete no dia das bruxas e da primeira viagem pela Europa (para Berlim). As amizades que eu fiz, pessoas sensacionais que dificilmente voltarei a ver de novo, e a noção de que, apesar das diferentes culturas, somos todos iguais. Não só isso, mas a noção de estar no lugar certo e na hora certa. As vezes precisamos viajar muitas horas de avião para encontrar em meses o que não encontramos em anos...

E, no entanto, daqui 16 dias tudo isso vai ser parte da minha old-life in Dublin, de uma época na qual eu tive a oportunidade de simplesmente dar um pause na minha vida-de-verdade em São Paulo e partir pra uma vida de mentirinha por alguns meses, coisa que dificilmente poderá ser repetida no futuro.


Uma das primeiras expressões idiomaticas que aprendi na escola foi: "to be stuck in a rut"; e eu acabei usando essa expressão várias vezes quando o prof pedia um exemplo.

"I was stuck in a rut in Brazil, so I decided to come to Dublin \o/"

Fair enough, o exemplo não podia ser mais verdadeiro. Mas será que quando eu voltar vou continuar "stuck in a rut"? Será que o break em Dublin foi suficiente? Será?
Odeio incertezas e não tenho paciência at all... what's yet to come... only time will tell... bla bla bla!, só sei que o tempo passa tão depressa...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Paris [parte 2]



"Dreams they come and go, ever shall be so nothing is real until you feel"

Dia 2:


No segundo dia em Paris acordamos cedo (eu e as duas brasileiras que estavam no mesmo hostel que eu), tomamos o café da manha no hostel (incluoso) e fomos andar pelo centro da cidade. O Louvre nao abre de terça-feira entao Monalisa soh no dia seguinte.
Começamos pelo Arco do Triunfo, andando pela Champs Elysees e parando pra tirar fotos na frente das lojas mais famosas, como Montblanc, Disney, fnac (uauhahua). Foi dificil nao gastar rios de dinheiro na loja da Disney, tinha o boneco do Woody (there's a snake in my boot!!), do Buzz Lightyear (to infinite and beyond!!), Cars....
Mais pra frente tinha um obelisco (um de muuuitos) e, pelo que percebi em Paris e Roma, eles A-DO-RAM obeliscos do Egito! Praticamente todos os que eu vi tinham escrituras em hieroglifos (?), eh incrivel!! Em todo lugar vc ve isso...
Perto desse obelisco e no fim da Champs Elysees estava tendo uma feirinha de inverno, com varias tendas vendendo principalmente comida... humm, comprei um capuccino minusculo e over priced, mas com chantilly e Nutella (Nuteeeeeella *-*) \o/ valeu a pena.
Dai seguimos para o Louvre, onde tiramos fotos na frente das piramides e decidimos ir a Notedrame que, de acordo com o nosso mapa, ficava ali perto do Louvre.
Ha-ha, 15 pessoas enganadas, extra, extra... nao ficava muito perto nao, mas tudo bem, andamos, andamos... paramos pra comer em um restaurante que pareceu ser bom e barato (e era!). O garçom era todo metido a engraçado e perguntou com a maior naturalidade se queriamos queijo em cima da carne. Como todo turista que se preze vai ser explorado de algum modo, aceitamos alegremente e no final descobrimos que as miseras duas fatias de tesco-cheddar custaram 2,50 euros. Mas tudo bem.... juntamos o dinheiro para pagar a conta: 35 euros, sendo que a conta deu 32 e os 3 euros de troco eram MEUS.

Eram, pois o garçom simplesmente pegou os 35 e assumiu que o resto era a sua gorjeta. Nao ia reclamar 3 euros, mas ele nem tinha sido tao bom garçom assim, e alem disso acho que na conta já tinha o serviço incluso.
Depois fomos para a Notredame (finalmente), que eh muuuuito bonita e nao custa nada pra entrar (aprende, Dublin!) e, finalmente, TORRE EIFEEL. Sim, ela existe \o/

Chegando lá era evidente que iriamos subir na torre, a pergunta era: de escada ou de elevador? O preço era praticamente o mesmo (acho), mas a fila para a subida de elevador era gigantesca enquanto que a pra escada era minuscula. "Eu nao me importo de subir de escada" eu disse e as duas concordaram plenamente.
No final as escadas nem foram tao complicadas, o pior foi o FRIO.

Tava MUITO FRIO. MUITO.

A medida que subiamos para o primeiro nivel da torre jah começamos a senti-lo, mas a animação de estar subindo a Torre Eiffel era tanta que o frio era apenas um detalhe. Subimos ainda de escada para o segundo nivel e, desse, de elevador (unica opção) para o terceiro e ultimo =D

O sol jah estava se pondo e a vista era simplesmente maravilhosa, valeu cada um dos 9,50 euros que pagamos. Mas lah no topo o frio estava tao grande (muito vento) que eu mal conseguia falar, huauhahua, sentia meu rosto meio adormecido... mas valeu a pena, com certeza. Subir na Torre Eiffel estava no meu Top 3: Must-Do Things in Europe.

E a Torre Eiffel fechou o segundo dia em Paris com chave de ouro. Depois dela voltamos ao hostel e conheci meus "flatmates" de dois dias: uma mulher da Bulgaria que mora em Edinburgh que já deu aula de inglês na Abbey College (ao lado da minha escola em Dublin) e que parece um menino; uma coreana muito gente boa que, infeliz com seu trabalho na coreia e com a rigidez do sistema de trabalho deles, decidiu sair pro mundo e viajar pra cima e pra baixo com uma mala mega grande e ultra pesada; uma australiana (que, junto aos brasileiros, sao que nem barata pq tem em toooodo lugar) que largou o trabalho pra estudar musica e estava visitando algumas cidades da Europa. Tinha ainda um outro cara random que entrou no quarto mudo e saiu calado.

Achei eles bem legais, ficamos conversando bastante e todos disseram que querem vir ao Brasil na Copa do Mundo de 2014 mas que estavam preocupados com a questao da segurança...

No dia seguinte fomos ao Louvre (leia-se: fomos a Monalisa, huauhahua)

O Louvre é gigantesco e como todo mundo já sabe é impossivel ver tudo em um dia e bla bla bla. Mas o fato é: 1. se vc não é muito fã de arte lá não vai ser o seu lugar preferido de Paris, eu fiquei lá dentro 3h e não aguentava mais. É realmente super legal e vale a pena visitar mais do que uma vez se vc tem tempo, mas po, depois de ver as principais obras, um leigo como eu nao aguenta ficar mais.

Entao, depois de ver algumas esculturas random e quadros mais random ainda, segui as plaquinhas em direção a Monalisa e.... ela é... pequena. Linda, mas pequena. A gente ouve falar taaanto dela que espera que seja uma pintura 40x40m enooorme, mas não.

Nisso eu já tinha me perdido das garotas, eu parei pra tirar foto uma hora e quando vi a multidão era tao grande que não encontrei mais elas. Segui então para a parte do Egito do Louvre, que é fantastica, e vi uma Múmia!!!

Andando pelos inumeros corredores foi impossivel não pensar na música Powerslave, do Iron Maiden, e lembrar das capas e desenhos relacionados.

Depois e andar mais e mais, olhando sem prestar atenção direito, decidi que era hora de deixar o Louvre e dar uma ultima volta por Paris (comendo alguma coisa na feirinha de inverno perto do Louvre).

Conclusão desses 3 dias: Várias pessoas que foram a Paris não tiveram uma boa experiencia, mas eu acho que dei sorte, pois tudo correu super bem. O segredo é não depender nunca dos parisienses e fingir que eles simplesmente não estão lá (do mesmo modo que eles tentam fingir que vc não existe). Achei a cidade (o centro da cidade, pois não visitei as áreas mais distantes) muito bonita e bem estruturada. Voltaria novamente sem problemas =D

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Paris [parte 1]

Segunda-feira, 13 de Dezembro, embarquei às 6h35 da manha em um aviao da Ryanair (obvio) com destino a Paris, iniciando assim uma viagem de 13 dias passando também por Roma.

Como estou na casa do meu primo em Roma, nao tenho muito tempo para contar tudo sobre os 3 dias que passei em Paris, entao ai vao alguns comentarios do primeiro dia:

Eu achei a cidade simplesmente maravilhosa. Minhas expectativas nao eram muito altas. Tinha conversado com algumas pessoas que jah tinham visitado a cidade antes e o que elas disseram me deixou meio desanimado. Felizmente, dentro do onibus que liga o aeroporto de Beauvais ao centro de Paris jah tive boas impressoes da cidade, e ao caminhar pela Champs Elysees tive certeza de que escolhi o lugar certo.

Uma coisa deve ser dita: os franceses odeiam os turistas (no geral, claro). Pude perceber isso de longe, apesar de nao ter tomado nenhuma patada nas ruas (simpesmente porque nao pedi informaçao a ninguem). Em Berlin me sentia "bem-vindo", em Paris a impressao era: venha, deixe o seu dinheiro e de o fora daqui!

Anyway, isso nao diminui o fato de que a cidade é maravilhosa. O primeiro monumento que avistei foi o Arco do Triunfo. Mais adiante, proximo ao obelisco no final da Champs Elysees, a Torre Eiffel. Nao preciso dizer mais nada, preciso?

Nisso jà era meio-dia e meia e eu queria fazer a free walking tour às 13h, ou seja, precisava correr até o local onde ela teria inicio (proximo a Notre Dame). Sai correndo mal prestando atençao ao Louvre e outros predios importantes ao redor. Teria tempo para isso depois.

Cheguei exatamente em cima da hora no ponto de encontro e começamos a tour, que foi muito interessante, mas nem de longe tao boa quanto a que fiz em Berlin. Enfim, caminhamos por 3h30, com direito a uma pausa na... Starbucks (esse lugar me persegue...). No final o guia falou que iria comer algo em um restaurante perto da torre e convidou quem estivesse a fim para ir com ele.

Eu e mais umas 5 pessoas foram, dentre eles tres estado-unidenses (nao sei escrever, ok) e dois australianos. Facil de entender os caras falando em suas linguas nativas, mas as piadas deviam ser exclusivas de paises desenvolvidos, pois nao entendi nada. Todos pediram bebidas e eu, uma coca... malditos antibioticos!!!! Mas fui forte e resisti... nunca antes percebi a presença que as bebidas alcoolicas tem, uhahuahuaua. [queria ter tomado o vinho quente de lah... parecia taaaao bom]

Dai jah eram SETE E MEIA da noite e eu ainda nao tinha feito o meu check-in no hostel. Fiquei desesperado, pois eles falam que se vc vai chegar depois das 18h, voce TEM QUE AVISAR, caso contrario eles podem dar a sua vaga pra quem aparecer. E eu nao tinha avisado, pois nao esperava chegar tao tarde.

Ok, cade o metro?? Os australianos e americanos (pra Europeu America = EUA) tbm estavam indo para o metro e andamos, andamos, andamos e nada de estaçao (incrivel isso, jah que existem TANTAS estaçoes em paris...). Enfim, chegamos a uma, entramos, comprei os meus 10 bilhetes por 12 euros e comecei a planejar a rota, jah que fazer baldeaçao eh praticamente inevitavel.

Em 5 min jah tinha bolado o plano, falei pros australianos (eles estavam em um hostel na mesma rua do meu e desceriam uma estaçao antes) e eles disseram que fariam outra rota. A rota deles era mtoooo mais confusa e incluia 4 baldeaçoes. A minha era simples e apenas 3. No final das contas eles perceberam que do meu jeito era muuuito mais facil, e isso pq era a primeira vez que usava o metro de Paris. Depois a gente eh que eh sub desenvolvido...

Falando sobre o metro de Paris, que coisa maravilhosa, huauhahua. Nao entendo como as pessoas se perdem. Os trens e as estaçoes podem nao ser novos, mas a coisa funciona, pelo menos o que eu utilizei funcionou muito bem. [mas Berlin ainda ganha...]

Perto das 8h cheguei a estaçao Anvers e là descobri que eu nao sabia onde o hostel ficava. Eu imprimi o papel errado e nao tinha o endereço e nem o telefone. Eu sabia que era PERTO, mas ONDE era uma incognita.
Com o coraçao saindo pela boca comecei a andar por todas as ruas ao redor da estaçao, uhahuahuahua, ateh que entrei em um hotel e fui informado de o hostel ficava logo ao lado.
Cheguei lah e o cara da recepçao era brasileiro. Nao tive problemas com o check-in.

Fiquei no Le Village Hostel. O lugar eh nota 9.5, soh nao dou 10 porque eles nao tem armario! Tive que deixar minhas roupas na cama para naoter que carrega-las pra cima e pra baixo na cidade.
O meu quarto era de oito camas e nao tive problema nenhum com as pessoas, muito pelo contrario. Fiz amizade com duas brasileiras que estavam lah (andamos juntos nos dois dias seguintes) e conversei bastante com uma mina da Coreia do Sul, outra da Australia e outra de Edimburgo.

O segundo dia foi destinado a andar pela cidade, ver monumentos e tal e.... SUBIR NA TORRE EIFFEL. Estava um frio do caralho (com o perdao da palavra, mas estava!) e lah no topo eu confesso que evitei tirar mais fotos pq quase nao sentia mais minhas maos, mas isso eu conto no proximo post... jah estou ha muito tempo no pc do meu primo, nao quero abusar xD

sábado, 11 de dezembro de 2010

Speed of Light [2]

O que pesa mais: um quilo de algodão ou um quilo de chumbo? E o que pesa mais: uma caixa de algodão ou uma caixa idêntica de chumbo?


[OK, vou direto ao ponto...]

O que pesa mais: um dia normal e rotineiro em São Paulo ou um dia normal e rotineiro em Dublin? Certamente é a segunda opção a correta.

Muitas pessoas que fazem intercâmbio comentam a mesma coisa: dias parecem semanas. Tantas coisas acontecem que é fácil chegar ao final do dia e pensar: nossa, tudo isso aconteceu em 24h? Sim, tudo aconteceu em 24h.

Não estou falando apenas de coisas como ir ao banco abrir a sua conta, passar na escola, dar uma volta pela cidade e encontrar mais vinte contratempos. Isso também se aplica a PESSOAS.
Além de conhecer pencas de gente, parece que essas pessoas são conhecidas suas há anos. Não que isso não aconteça na vida tradicional no Brasil, mas é diferente.

Quando eu cheguei aqui senti bastante home sick e a minha impressão da cidade em si não foi tão boa quanto a de outras pessoas. Mas com o passar do tempo aprendi gostar de Dublin e, agora, mesmo ainda sentindo falta do clima de cidade grande, estou um pouco triste por saber que volto em pouco mais que 1 mês.

Minha flatmate até chorou quando eu falei que voltava em Janeiro!! Mas tudo bem, ela chora por absolutamente qualquer coisa. Ela chorou assistindo Mike and Molly na TV ¬¬

Parece que foi ontem que eu estava fazendo provas na faculdade, [fingindo] estudar que nem um louco e [fingindo] estar preocupado se ia passar ou não, pois tudo o que eu queria era vir pra cá. Bom, eu vim e... o tempo começou a passar ainda mais rápido! Mas a densidade de acontecimentos aqui é muito maior e com a facilidade proporcionada por se morar no centro e poder sair a qualquer hora e para qualquer lugar... vai ser dificil de se [re-]acostumar à vida em São Paulo.


As coisas aqui acontecem tão rápido...

As vezes eu simplesmente não entendo as pessoas. E as vezes eu simplesmente não entendo a mim mesmo, mas isso é algo que eu já estou bastante acostumado. Mas as vezes as pessoas meio que exigem coisas que elas mesmas não são capazes de fazer, e isso é o que eu menos entendo de tudo. Por exemplo, eu não posso esperar que alguém seja educado comigo quando eu não sou educado com ela.

Mas fazer o que neh, that's the way things are.


Focando um pouco nos assuntos mais reais da minha vida em Dublin, nessa quarta-feira fiz a parte escrita do CAE, que eu achei consideravelmente mais dificil do que todos os mil e um simulados que fizemos em sala. Passar eu passei, mas acho que não com A =/

E A Neve... ah, A Neve já se foi [por enquanto] graças a Deus \o/
É simplesmente lindo ve-la caindo e depois ver as árvores e parques e ruas e tudo o mais cobertas de branco, mas só no primeiro dia! Depois disso, CHEGA. A neve começa a derreter e ficar escorregadia e muito perigosa. O governo ao invés de jogar sal, joga terra, dai fica uma lama semi-congelada. Horrivel.


Os filmes só mostram a parte bonita, acreditem.

Desde quinta a temperatura começou a aumentar um pouco (por volta dos 6 graus), o que é ótimo, já que a neve finalmente derreteu. Além disso, me acostumei tanto às baixas temperaturas daqui que quando vejo que está uns 10 eu penso: nooossa, tá 10 graus?? aff...

Não quero nem ver quando sair de Dublin a 5 graus e chegar em São Paulo aos 30.


Ontem fizemos uma despedida para uma brasileira amiga nossa e hoje vamos fazer outra, mas dessa vez é surpresa.

Ontem comi em um lugar muito semelhante ao The Fifties em São Paulo, muuuuito bom. Lá, com uns classmates e amigos, escreveram o meu nome em árabe e em coreano \o/

Pedi holidays para a semana que vem na escola, já que vou a Paris e a Roma. Minhas aulas voltam só na primeira semana de Janeiro... depois de fazer o preparatorio para o CAE com os dois melhores professores da escola, vai ser dificil voltar para as aulas normais de inglês. Eu perguntei pro coordenador: vc nao tem nada mais avançado do que o avançado?! E ele: o CPE só abre uma vez por ano e eh no final =/

sábado, 27 de novembro de 2010

Neve + CAE Speaking Exam


Correção do post anterior: o dia de hoje foi especial por 3 motivos:

1. Foi o meu Speaking Exam do CAE

2. Começaram a vender hoje os ingressos para o show do Iron Maiden em São Paulo (consegui comprar a meia-entrada \o/)

3. NEVOU EM DUBLIN!!!!

A neve daqui é um pouco diferente da tradicional, é mais como um granizo, mas em tamanha quantidade que as ruas, telhados e carros ficam cobertos... super legal.
Mas um dos problemas é na hora de andar, pois o chão fica muuuito escorregadio. No primeiro passo que dei fora do prédio quase escorreguei, e daqui até o centro fomos andando com o maior cuidado do mundo, huahuahuauha, mas valeu a pena.

Uma coisa legal é que como o ambiente está gelado, vc pega um pouco de neve na mão e ela não derrete de imediato. Hoje é capaz de nevar novamente (previsão de mínima de -9 graus! wtf?!).


Agora sobre o CAE, hoje foi a primeira etapa do teste, a avaliação oral. Confesso que fiquei um pouco nervoso antes, mas na hora do exame foi tudo tranquilo. Eles deixaram a gente escolher os parceiros, então fiz com a Stefani, brasileira da minha sala com quem já vinha treinando o speaking há um tempo.

Na hora da avaliação ficam dois examinadores na sala, um que é o interlocutor e o outro só anota tudo e avalia. A examinadora falava bem tranquilamente, então não tivemos problemas em entender nenhuma das perguntas. Outra coisa boa é que praticamos tanto que praticamente todas as perguntas feitas já tinham sido comentadas em sala (pois não são perguntas muito complexas nem nada), o que ajudava na hora de responder xD

O Speaking Test é dividido em 4 partes: na primeira eles fazem perguntas bem simples, por exemplo de onde você é, o que você gosta de fazer nas horas vagas, etc. Na segunda parte o examinador te dá três fotos e pede para vc comparar as duas e responder uma pergunta sobre elas em 1 minuto. As minhas eram fotos de pessoas fazendo atividades que exigem bastante paciência e tive que dizer o que elas poderiam estar sentindo. Piece of cake =D

A terceira parte é uma conversa com o parceiro, eles dão umas 5 ou 6 figuras e fazem uma pergunta, de modo que temos que comentar todas as figuras e chegar numa conclusão. O tema era meio ambiente, tivemos que falar como as atividades mostradas nas fotos afetam o planeta e apontar as duas que, na nossa opinião, são mais urgentes. A dupla tem 3 minutos para completar a tarefa.
Durante as aulas, ao praticar, era muito dificil completar em menos de 3 minutos. Mas hoje, terminamos e ainda faltava pelo menos 1 minuto, pois a examinadora ficou olhando pra gente como quem diz: continuem! huahuahuhua, foram os 3 minutos mais longos da minha vida em Dublin.

Por fim, na quarta e ultima parte temos que responder a algumas perguntas um pouco mais complexas, sendo que todas foram sobre o meio ambiente, facinho de responder.

Depois que terminamos o teste a Stefani me disse que conseguiu dar uma olhada nas anotações da outra examinadora e que, pelo que ela viu, para mim ela deu tudo 4 e 5 (as notas vão de 0 a 5) \o/

Agora é esperar até o dia 8 de Dezembro pelo exame escrito =D

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Maiden \m/


São exatamente 2h09 da manhã do dia 27 de novembro de 2010. Está -2 graus em Dublin e o dia de hoje é especial por dois motivos:

1. É o meu Speaking Exam do CAE

2. Começaram a vender hoje os ingressos pro show do Iron Maiden em São Paulo.

Sinceramente? Não sei o que me deixou mais nervoso: o risco de não passar bem no speaking exam ou o risco de não coseguir o ingresso para o setor que eu quero. Só sei que, apesar do exame ser no mesmo dia, coloquei o meu despertador para as 1h50 da manhã, quando acordei fui para a sala, liguei o pc e fiquei atualizando constantemente/incansavelmente a página da Livepass até que.... deu meia-noite no Brasil e as vendas começaram.

Confesso que estava preocupado se conseguiria a meia-entrada para a pista premium ou não, pois lembrando do que aconteceu nos dois ultimos shows do iron no Brasil, esses ingressos são sempre os primeiros a acabar e geralmente logo nas primeiras horas... ou minutos!

Anyway, o sistema abriu e a unica opção de Pista Premium era a inteira. @!S%?£!!! Impossivel todas as meias terem acabados em apenas 1 dia de venda exclusiva para o fá clube. Respirei fundo (nao queria pagar 350 conto assim de uma vez, mas é maiden neh, custe o que custar...) e dei um F5 na página, que incluiu a meia entrada \o/

Já recebi o e-mail de confirmação de compra! Tudo isso aconteceu em menos de 9 minutos.

By the way, quem me conhece sabe (ou deveria saber) que Iron Maiden para mim é muito mais do que uma simples banda de heavy metal. Mas tudo bem, nem todo mundo entende isso xD

Agora é torcer para que em dezembro ainda hajam (hajam?!) meia-entradas para o show do OZZY!!!!! Tomara *cruza os dedos*


Agora vou voltar para a cama pois está um frio do inferno aqui! Será que neva?

Deixo vocês com o video da apresentação do Iron Maiden em São Paulo, 2009, no autódromo de Interlagos. Aces High...

sábado, 13 de novembro de 2010

Berlim


Depois de séculos sem atualização, voltei para contar como foi a minha viagem para Berlim \o/

Voei pela Ryanair no dia 6 de Novembro e voltei dia 9. Ir para o aeroporto de Dublin foi tranquilo, era bem cedo então não teve transito nenhum. Cheguei lá e fiz o meu check-in e fiquei andando pelas lojas do duty free, vendo eletronicos e doces e bebidas... foi dificil não comprar um toblerone gigantesco.

Enfim, o avião tava praticamente lotado e do meu lado sentou uma criança! OMG, antes do avião decolar o pai ficava dando bolacha pra ela e eu já tava vendo a hora que a garota ia vomitar [em mim, óbvio]. Mas graças a Deus o avião decolou, pousou e a criança ficou quietinha =D


Sai do avião, passei pela imigração e... Alemanha! Mal podia acreditar que estava na Lemanha (como diria o Chaves), perfeito. Ainda no aeroporto comprei o meu Welcome Card válido para 72h, nais quais poderia usar qualquer meio de transporte na cidade ilimitadamente e ainda teria direito a descontos em alguns lugares aleatorios da cidade [que eu acabei não visitando por falta de tempo =/]

Sai do aeroporto e fui para a estação de trem (S-Bahn). O sistema de transporte em Berlin é sensacional! Apesar de não ser tão grande quanto o de Londres ou Paris, funcionou perfeitamente para mim, além de ser muito bem sinalizado.
Ao chegar na estação, descobri que um dos trens que vai para o centro da cidade partiria dentro de poucos minutos, mas aquele trem não ia para o lugar que eu tinha planejado ir. Sem problemas! Olhei no mapa e tracei a nova rota. Iria até a estação final, Pankow, pegaria o metro naquela estação e depois de duas paradas chegaria ao Hostel.

Pego o trem e 40min depois chego a Pankow. Olho as placas e vejo as setinhas indicando a conexão com a linha 2 do metrô (U-Bahn). Uma seta indica para descer as escadas. Eu sigo. Depois vire a direita. Eu viro. Vire a direita novamente... ok... adiante... ok... a direita novamente... direita... sinto que estou andando em circulos.

Depois de andar por uns 15 minutos pela estação (que era minuscula) descubro que uma das setas indicava exatamente para a PAREDE! E nessa hora percebo que a parede era diferente das demais, recém construida. As coisas começam a fazer sentido...

"Do you speak English?", pergunto a duas mulheres paradas no centro da estação.
"Nein.", uma responde.
"U-Bahn?!", pergunto.
"No U-Bahn! Bus!"
¬¬

Haha, encontro uma placa dizendo que devido a obras na via, o metrô não chega até a estação de Pankow \o/

Respiro fundo, volto para o mapa do sistema de transporte e planejo outro caminho. Pego o mesmo trem que peguei para chegar lá e volto três estações. Desço e... o metrô TAMBÉM não chega naquela estação. Todo o final da linha foi desativado. Legal \o/

To make a long story short, consegui chegar no hostel são e salvo após 1h30. Nada mal. Assim que sai da estação do metrô perto do Hostel, ao olhar pro céu pude ver a torre de TV. Foi algo indescritivel.


O Hostel que fiquei, EastSeven, é sensacional! Fiquei num quarto com oito camas mas foi super tranquilo. O lugar era super limpo, bem organizado e tinha um pessoal bem legal [falo mais sobre eles mais pra frente].

Já eram umas 5h da tarde, decido dar uma volta pra ver a cidade... mas já está escuro! 5h da tarde = noite em Berlim, haja paciência. Ok, dei uma volta pelas ruas proximas ao Hostel e decido ir pro centro, já que estava a apenas 3 estações de metrô de lá.

Agora, sobre o metrô... as estações não tem bloqueio, são completamente abertas, como se fossem uma extensão das ruas. Você compra o seu bilhete em umas máquinas especiais na propria plataforma e pronto. Se não quiser comprar, não precisa, mas corre o risco de ser parado por um fiscal e pagar multa. Em 3 dias em Berlin fui "parado" 2 vezes para mostrar meu ticket. É bom não arriscar.
Outra coisa muito boa é que todas as plataformas tem indicadores que mostram qual trem está vindo e quanto tempo demora pra ele chegar (e ele chega pontualmente). Quando é uma estação do S-Bahn por exemplo, onde varios trens com diferentes destinos passam pela mesma plataforma, acaba sendo muito util.
Além disso, as portas dos trens não abrem automaticamente! você tem que apertar um botão para que ela abra. Então, as vezes se ninguem vai embarcar ou desembarcar, o trem para mas as portas do vagão permanecem fechadas. Boa ideia no frio...

Continuando... no sábado acabei indo para a Alexanderplatz, que é uma praça gigantesca no centro de Berlim.
Lá comi o que parece ser bastante famoso por lá, que é uma linguiça muito maior do que o pão, com ketchup e mostarda. Muito bom. Mesmo.


Depois de dar uma volta ali pelo centro resolvi voltar para o hostel e dormir, pq tava muito cansado da viagem e ter acordado super cedo e tal. Mas eram oito da noite!!! Depois que escurece parece que o tempo para de passar, eu podia jurar que jah eram pelo menos dez.
Enfim, voltei e antes de dormir acabei conversando com um cara de londres e o amigo da australia, ambos estavam no no mesmo quarto que eu.

Dormi e acordei com um despertador. A música tocava por 30 segundos, parava por 15 e continuava... dai parou. E voltou. E parou. E voltou. Dai eu percebi que na verdade era o celular/despertador da garota que estava dormindo na cama de baixo da beliche e a folgada deixava tocando!
Olhei pra baixo e perguntei: Por acaso é o seu despertador?!
E ela: ah eh, desculpa!
E eu: haha, ok [son of a bitch]

Voltei a dormir. No dia seguinte, sai do quarto para ir tomar banho e depois peguei alguns flyers na recepção sobre Walking Tours em Berlin. Era um domingo, decidi ir na tour para o centro de concentração Sachsenhausen.
Fui até o ponto de encontro e comecei a conversar com a guia, que era uma australiana muito gente boa morando em Berlin há alguns anos. Bastante gente apareceu para o "passeio". Pegamos um trem de DOIS andares e depois de 30 minutos chegamos a cidadezinha ao norte de Berlim.
Depois de uma caminhada de uns 15 minutos chegamos a entrada do campo de concentração, que é gigantesco. Ela deu uma introdução sobre o local, salientando que ali não era um campo de extermínio (mas isso nao significa que ninguém morreu lá). Infelizmente quase tudo lá foi destruido depois do final da guerra, mas deu pra ter uma ideia legal de como era.


Achei a visita muito legal, mas confesso que é meio pesado. Em uma parte há um campo de fuzilamento, foi tenso, não dá nem pra imaginar como era aquela época. Coisas que não deveriam acontecer. O final da visita foi no "hospital", que não era mais do que uma casa de três quartos, sendo uma sala de autopsia e outra de cirurgia. Dai a guia falou: quem quiser ir no porão [onde eles guardavam os corpos, diga-se de passagem] a entrada é por aqui. Eu só entrei lá uma vez e não pretendo entrar de novo, mas é aberto ao publico, quem quiser entrar...

Todo mundo quis, of course. E ao descer as escadas para o porão aquela sensação de ar pesado, nossa, todo mundo saiu em menos de 1 minuto de lá. O porão era maior do que a própria casa em cima e tinha três grandes galerias... tenso...

Nisso já eram 4h da tarde e voltamos para a cidade. Da estação de trem resolvi ir para a Postdamer Platz, que é um centro comercial de Berlin onde fica o Centro da Sony (essa parte com a tenda branca).


O lugar é o máximo! Dentro do centro da Sony tem uma praça coberta onde há um telão gigantesco. Nossa, tava sentindo falta dos prédios altos!
Ao andar pelas ruas ao redor encontrei uma loja da Haagen-Daz! Sim, em Berlin você encontra lojas da Haagen-Daz de verdade! Mas tava taaanto frio que acabei nao tendo coragem de tomar sorvete. Além disso, já estava sentindo minha garganta ficar ruim.... =/


Andei até o Brandenburg Gate (da primeira foto do post), que é lindo demais. De lá caminhei pela rua Unter den Linden até a Alexanderplatz e voltei para o hostel.

Ao chegar no saguão do hostel comecei a conversar com uma garota de Londres e com dois caras da Austrália. Ficamos jogando Shithead (jogo de cartas muito facil que eu nunca tinha ouvido falar) até que a mina disse: vc não vai beber?
E eu: ah, não sei, não to podendo gastar muito dinheiro...
E ela: mas eh happy hour!!
E eu: ?
E ela: a garrafa de cerveja é 1 Euro!
E eu: ONDE EU COMPRO?!

uhahuahua, 1 euro é de graça, especialmente se vc comparar com Dublin. No fim tinha quase 10 pessoas jogando Shithead e ficamos lá até quase 2h da manhã, quando metade do povo resolveu ir prum "pub". Eu fui dormir.


No dia seguinte acordei com o celular da minha folgada de Israel tocando DE NOVO. Mas pelo menos foi de manhã, então até que foi bom. Já era segunda-feira, meu último dia útil na cidade e eu ia fazer a Walking Tour pelo centro da cidade.
No fim acabou sendo com a mesma guia que levou a gente pro campo de concentração, inclusive algumas pessoas que foram no domingo estavam lá na segunda também.
Começamos pelo Altes Museum (Museu Antigo), onde ela contou que é o mais antigo de Berlim e que foi quase que completamente destruido na guerra (assim como boa parte da cidade).
Passamos pela Universidade de Humboldt, que teve só alguns alunos prêmios Nobels, incluindo Einstein (só...). Lá na frente construindo um memorial, Empty Shelves (Prateleiras vazias).

Esse memorial foi construido porque, exatamente naquele mesmo local, os nazistas queimaram mais de mil livros da biblioteca da Universidade. Pessoas que cursaram universidades eram vistas como uma ameaça ao "governo" e um dos primeiros atos foi queimar os livros. Prateleiras vazias porque jamais poderão ser repostas. Queimar livros.........


Depois visitamos o Checkpoint Charlie, que foi um dos principais pontos de acesso entre o Leste e o Oeste pelo Muro de Berlim e em seguida vimos....... O MURO DE BERLIM!


Confesso que achei meio brochante, huahuauha, Ok, ok, é um muro! esperava o que?, mas a gente ouve falar taaanto dele que imagina uma muralha da China no meio da cidade. Bem, é um Muro.

Em seguida fomos ao Memorial dos Judeus da Europa, que é super legal também e finalizamos no Brandenburg Gate. Nisso já eram 4h da tarde e eu precisava ir pro hostel pq às 7h da noite....


Dia 8 de Novembro de 2010. Show do Alice Cooper em Berlim.
A casa de show ficava a 20min do meu Hostel, fui e voltei a pé mesmo. O lugar não era muito grande, não estava lotado e a média de idades era de uns 40 anos! uhahuahua, tinha muito tiozão, muito mais do que jovens.

Enfim, o show foi sensacional. Alice Cooper manda muito bem ao vivo. O show abriu com School's Out, depois No More Mr. Nice Guy, só tocou música boa. Ele foi morto 4 vezes no palco, sendo duas as mais clássicas: guilhotina e forca! Nossa, fantástico. O show todo é uma peça de teatro. Valeu cada centavo do ingresso, espero poder ve-lo novamente ao vivo.