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segunda-feira, 11 de julho de 2011

My Own Way Home

Falando em shows inéditos... nesse último fds pude conferir a primeira apresentação da banda solo (ou nem tão solo assim) do Jorn Lande. Ele já tinha vindo ao Brasil anteriormente com o Avantasia, mas com sua banda principal esta foi a primeira vez. Eles abriram o show para o Mr.Big, no sábado dia 09/07, e no domingo fizeram um show próprio no Carioca Club.


O show foi awesome, realmente o cara canta muito bem ao vivo e o som da casa estava impecável (imo). Todos os integrantes estavam bastante empolgados também. Só achei o público meio desanimado e, por ser a primeira apresentação da banda no país, esperava por um set list mais longo. De qualquer modo, valeu cada centavo, só por ter ouvido músicas como We Brought The Angels Down, Stormcrow e Blacksong já valeu a pena. No final, eles tocaram a música escrita em homenagem ao grande Dio, Song For Ronnie James, emendando com um cover de Rainbow In The Dark, música que nunca tive a oportunidade de ouvir ao vivo com o Dio.



Próximo show agendado agora só em setembro. Nada mais, nada menos do que Judas Priest e Whitesnake \o/

Hoje fui ouvir alguns cds do Judas e acabei ouvindo Bloodstone. É engraçado como algumas músicas trazem inúmeras recordações. Essa, por exemplo, me lembra da época em que eu estava começando a ouvir heavy metal. Meu amigo gravou um cd com muitas músicas do Stratovarius e, dentre elas, vieram várias músicas de bandas de metal que ele tinha gravado achando serem do Strato. Foi assim que fiquei conhecendo o Helloween, Edguy, Hammerfall, Rhapsody (meh...) e, de um certo modo, Judas Priest.

Já o cd Dehumanizer, do Black Sabbath com o Dio nos vocais, me lembra o meu primeiro semestre na faculdade, pois ia ouvindo o cd todos os dias no ônibus até lá.

O cd The Final Frontier, do Iron Maiden, me lembra os últimos meses em Dublin e os primeiros em São Paulo-pós-Dublin.



terça-feira, 28 de junho de 2011

Veni, Vidi, Vici


Neste Sábado pude ver a apresentação de uma das minhas bandas favoritas, o Virgin Steele. Com quase 30 anos de carreira, eles nunca tocaram no Brasil, vieram para a América do Sul apenas uma vez, no ano passado, e voltaram esse ano com uma turnê maior para divulgar o cd novo: The Black Light Bacchanalia.

Uma palavra sobre esse show antes de ir ao show: inesperado! Sim, pois nunca imaginei ver o VS ao vivo. Muito pouca gente aqui conhece a banda, para mim era algo fora de questão.

Mas mesmo assim uma agência teve coragem e trouxe a banda para cá. O show aconteceu no Manifesto, lugar bem pequeno mas que, no final, deu conta do recado. Até que tinha bastante gente lá!

Tirando o som, que eu achei extremamente alto (fiquei até segunda com os ouvidos zumbindo), a apresentação da banda foi fora de série. É sempre difícil fazer uma apresentação ao vivo de qualidade semelhante à do estúdio e, sinceramente, não esperava que o Virgin Steele fosse soar tão bem ao vivo. Mas, mesmo com um integrante faltando (o guitarrista, Edward Pursino, não pôde vir ao Brasil, então o baixista tomou seu lugar nas guitarras), ninguém pode reclamar de nada.

Muito menos do David Defeis, fundador, vocalista e principal compositor da banda. O cara canta muito! Cada agudo que eu não acreditava... e presença de palco e simpatia! Dificil ver tudo isso em uma banda... acho que muitas bandas já de grande reputação deveriam aprender com as menores...


Aí vai o video da música de abertura do show, By the Hammer of Zeus (And the Wrecking Ball of Thor). Dá pra ver toda a empolgação não apenas da plateia mas também da própria banda.

Foi um show que vai ser difícil esquecer.


domingo, 5 de junho de 2011

A Long Way to Go (We Still Got)

E veja quem dá sinais de vida neste mundo... bastante tempo sem postar nada hein, tanta coisa aconteceu...

As aulas na faculdade terminaram, as férias de 3 semanas chegaram e se foram, as aulas na faculdade recomeçaram e não postei sequer uma vez (sim, tenho férias da faculdade em maio, e daí?). Mas agora creio que haja inspiração por dois motivos.


- Motivo Número Um:

Re-Realizei o meu sonho de ver o mestre Alice Cooper ao vivo. Parece que foi ontem que eu estava em Dublin e voei até Berlin por causa do show dele. Mal pude acreditar quando anunciaram o show em São Paulo, jamais teria imaginado assistir Alice Cooper duas vezes em menos de 12 meses.


O show foi, obviamente, perfeito. O cara está na estrada desde a década de 70, influenciou inúmeras bandas, criou um estilo de música novo!! Ele sabe fazer música e ele sabe fazer um show. Suas músicas ultrapassam o tempo e conquistam gerações. No show era possível ver gente de todas as idades. A música de abertura, Black Widow, do álbum Welcome to My Nightmare de 1975 foi seguida pela Brutal Planet, do álbum de mesmo nome lançado no ano 2000. Um salto no tempo de 25 anos.

Espero ter o privilégio de poder ve-lo ao vivo novamente. Várias vezes.


- Motivo Número Dois:

Medo. Receio. Incerteza.
Ahh, essa semana farei uma entrevista de estágio em uma grande empresa e para uma vaga que eu realmente gostaria de pegar.
O-que-está-feito-está-feito-não-pode-ser-desfeito. Mas e o que ainda não está feito? Odeio não saber o que acontece amanhã. O que eu disser amanhã definirá o meu futuro, impossível ficar indiferente a isso. Na hora eu sempre tomo o controle da situação, o problema é a espera, é o vácuo entre o agora e o depois.
Só sei que ninguém morre de véspera, então irá acontecer o que tiver que acontecer.
Mas mesmo assim... quero que essa semana acabe logo.

sábado, 7 de maio de 2011

Stratovarius e Helloween

Dia 6 de maio, que tinha tudo para ser apenas mais um dia de show na minha vida, virou muito mais do que isso.

Por "apenas mais um dia de show na minha vida" leia-se: foi o show do Helloween e do Stratovarius, bandas que eu sou simplesmente apaixonado e significam muito para mim, especialmente a segunda. Em números, este foi o meu quarto show do Stratovarius (2005, 2006, 2009) e terceiro do Helloween (2006, 2008).

Mas ser o primeiro, quarto ou vigésimo não influencia na minha empolgação, assisto aos shows como se fossem o primieiro e o último. Algumas bandas eu irei sempre assistir no matter what, e essas duas com certeza estão na lista.

OK, mas até ai, mais um dia normal na minha vida de shows.

Mas dessa vez fui com uma amiga e um grupo de pessoas da comunidade do Helloween. Eles decidiram ir durante a tarde ao hotel Transamérica, que fica ao lado do Credicard Hall para tentar conseguir ver/falar/tirar fotos/abraçar/pegar autógrafos dos caras da banda.

Eu fui junto.

Graças a Deus =D

Long story short, depois de umas 2h esperando no saguão do hotel queriamos ver o Andi Deris. Mas na verdade EU queria é ver o Timo Kotipelto. Quando ele entrou no hotel minha cara deve ter sido algo do tipo:



E depois abri um sorriso colgate que acho que só passou quando o show terminou.

Várias vezes enquanto esperava ficava pensando no que diria caso o encontrasse cara a cara. Thanks for making such great music?! You're a great vocalist! You're awesome! I love you?! *abraça e desmaia de emoção*. Foco Eduardo. Também não sou tão assim, vai.

O que importa é que na hora simplesmente não consegui dizer nada. O Kotipelto não está no topo da minha lista de ídolos, mas figura no top 5, com certeza. Talvez ficaria mais emocionado ao ver o Tobias Sammet, Kai Hansen, o Steve Harris, o Bruce Dickinson... E o mais legal é que todos eles (com exceção da estrelinha do Sascha) foram super gente boa, parando para autografar os milhares de encartes que tinhamos levado e tirar fotos.

Foi um dia muito produtivo. muito.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Addic7ed to...

- Música de qualidade:

Esse box custou um rim, mas valeu a pena =D






- Starbucks:


É overpriced, concordo, mas o ambiente é super agradável e os funcionários não ficam olhando feio quando você terminou de tomar o seu café e continua lá. Ótimo para conversar com os amigos... por horas.

Minha bebida padrão de 2011 é o Iced Shaken com Limonada (COM LIMONADA! sem limonada é horrivel!!!). Antes era o Frappuccino de doce de leite com base de café. Hoje fui lá e pedi o de sempre e a moça falou que a limonada estava em falta.

Como assim em falta?! É como ir ao McDonald's e não ter ketchup... paciência, sobrevivi com o frappuccino.


- The Fifties:

Melhor batata frita. Um dos melhores hamburgueres (Pic Burger).



- Tv-shows/cinema:


O que seria da minha vida sem eles? House, Fringe, Friends, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Lost, The Simpsons, Dexter...
Cinemark com pipoca com manteiga no meio e no topo + coca-cola de 1L, ftw.


- Livros:


Stephen King, em especial.


(last but not least...)
- Amigos:


Dispensa comentários.




sexta-feira, 1 de abril de 2011

LET GO, Timo Tolkki!

Essa semana pude ouvir pela primeira vez o primeiro trabalho de estúdio de uma banda que já nasceu grande. Trata-se do Symfonia, banda criada pelo ex-Stratovarius Timo Tolkki e que tem nos vocais nada menos que Andre Matos. No line-up há também grandes nomes como o baterista Uli Kusch, o tecladista Mikko Härkin e o também ex-Stratovarius, o baixista Jari Kainulainen.

A expectativa gerada desde o primeiro anúncio de que um álbum seria gravado por eles não poderia ser maior, afinal de contas, Timo Tolkki escreveu ~90% dos grandes clássicos do Stratovarius... qualquer fã de power metal entende o que isso significa. Andre Matos é simplesmente Andre Matos. O álbum tinha tudo para ser perfeito. A começar pela capa que eu achei bem... típica.


Do início da primeira música ao fim da última, o cd é o mais puro power metal criado pelo Tolkki e pelo Andre. A técnica dos integrantes é ótima e o cd todo soa bem.

Mas, no entanto, não pude deixar de ter aquela sensação de déjà vu, de que já tinha ouvido aquilo antes. Fato, In Paradium é uma volta ao passado dos artistas, um passado difícil de deixar de lado.

Não digo isso tanto a respeito do Andre Matos, para mim ele até que estava apresentando uma abordagem diferente a cada cd lançado, por exemplo o Angels Cry, seguido por Holy Land e Fireworks, Ritual, Reason, Time to be Free e Mentalize, todos esses cds tem o toque único do vocalista e, no entanto, soam diferentes entre si.

Do mesmo modo que os trabalhos lançados pelo Tolkki no Stratovarius também tinham suas diferenças, tais como o Forth Dimension, Episode, Visions, Destiny, Infinite, Elements... hum... foi ai que a coisa começou a piorar pro Tolkki. O Elements Pt. 2 pra mim é uma regravação de tudo o que a banda já fez. Criatividade até ainda tinha, ousadia de mudar, no entanto...

Finalmente ele ia lançar o Revolution Renaissence, ainda no Stratovarius, e depois mudou de ideia e decidiu acabar com a banda. Bom, o cd era uma cópia de tudo o que ele já fez. Do mesmo modo que esse novo cd, para mim também é.

Long story short, na minha opinião os músicos do power metal de hoje precisam aprender a LET GO do seu passado. Precisam ter mais ousadia para fazer algo diferente mesmo quando todo mundo quer mais do mesmo.

Boa parte da culpa é dos próprios fãns, que crucificam a banda que muda um pouco o som, mas chega uma hora que não dá mais. O Timo Tolkki escreveu músicas maravilhosas para o Stratovarius, quando eu quiser ouvi-las, eu vou ouvir as originais, não preciso de mais um cd blablabla pra encher linguiça na minha coleção, cheio de coisas reutilizadas e ideias tão manjadas que já são clichês em qualquer album do gênero.

Falta coragem de fazer algo diferente e evoluir. Esse rolo todo que o Tolkki fez com o Stratovarius só me deixou mais decepcionado com ele. O Stratovarius está tentando seguir adiante sem o seu criador e principal compositor, e ao meu ver, está se saindo muito bem.

O Symfonia vai fazer uma turnê (isso é mais do que certo) e provavelmente eu estarei lá, cantando as músicas e tudo o mais. Mas que tipo de música é essa que gira em torno do próprio rabo e nunca segue adiante?!

Alguns artistas deveriam aprender com o Tobias Sammet, do Edguy e do Avantasia, que enfrentou a fúria de milhares de fãns ao lançar um terceiro álbum para o Avantasia, o The Scarecrow, que saia completamente da linha dos clássicos Metal Opera. O coitado foi crucificado por tal heresia, mas continuou firme e ainda lançou mais dois cds na mesma linha do terceiro. Hoje o cara é aclamado. Para mim, é necessário saber a hora de parar e seguir adiante, mudanças nem sempre são ruins. É preciso coragem para sair da zona de conforto, coisa que, infelizmente, pouca gente tem.



Sò digo uma coisa: quando eu quiser ouvir Hunting High and Low, eu ouço a original.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

The Chance

Que saudades de viciar em Helloween... 7 dias



The Chance

We're living in a constant fight
Too much pressure everywhere
And all around

Don't let it pull you down
Hold on tight
Cling to your dreams

Don't you depend on someone else
Think for yourself and win the race

The chance you got comes never twice
Do your best, (and) do it right

Time will come but don't you hide
You are on your way

You're led by God but you're not a pawn
Should live your life, don't care 'bout any scorn

Just let them fool around
No need to cry
Don't give up

Try to be as smart as you can be
I know you own so much ability

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Maiden \m/


São exatamente 2h09 da manhã do dia 27 de novembro de 2010. Está -2 graus em Dublin e o dia de hoje é especial por dois motivos:

1. É o meu Speaking Exam do CAE

2. Começaram a vender hoje os ingressos pro show do Iron Maiden em São Paulo.

Sinceramente? Não sei o que me deixou mais nervoso: o risco de não passar bem no speaking exam ou o risco de não coseguir o ingresso para o setor que eu quero. Só sei que, apesar do exame ser no mesmo dia, coloquei o meu despertador para as 1h50 da manhã, quando acordei fui para a sala, liguei o pc e fiquei atualizando constantemente/incansavelmente a página da Livepass até que.... deu meia-noite no Brasil e as vendas começaram.

Confesso que estava preocupado se conseguiria a meia-entrada para a pista premium ou não, pois lembrando do que aconteceu nos dois ultimos shows do iron no Brasil, esses ingressos são sempre os primeiros a acabar e geralmente logo nas primeiras horas... ou minutos!

Anyway, o sistema abriu e a unica opção de Pista Premium era a inteira. @!S%?£!!! Impossivel todas as meias terem acabados em apenas 1 dia de venda exclusiva para o fá clube. Respirei fundo (nao queria pagar 350 conto assim de uma vez, mas é maiden neh, custe o que custar...) e dei um F5 na página, que incluiu a meia entrada \o/

Já recebi o e-mail de confirmação de compra! Tudo isso aconteceu em menos de 9 minutos.

By the way, quem me conhece sabe (ou deveria saber) que Iron Maiden para mim é muito mais do que uma simples banda de heavy metal. Mas tudo bem, nem todo mundo entende isso xD

Agora é torcer para que em dezembro ainda hajam (hajam?!) meia-entradas para o show do OZZY!!!!! Tomara *cruza os dedos*


Agora vou voltar para a cama pois está um frio do inferno aqui! Será que neva?

Deixo vocês com o video da apresentação do Iron Maiden em São Paulo, 2009, no autódromo de Interlagos. Aces High...

sábado, 13 de novembro de 2010

Berlim


Depois de séculos sem atualização, voltei para contar como foi a minha viagem para Berlim \o/

Voei pela Ryanair no dia 6 de Novembro e voltei dia 9. Ir para o aeroporto de Dublin foi tranquilo, era bem cedo então não teve transito nenhum. Cheguei lá e fiz o meu check-in e fiquei andando pelas lojas do duty free, vendo eletronicos e doces e bebidas... foi dificil não comprar um toblerone gigantesco.

Enfim, o avião tava praticamente lotado e do meu lado sentou uma criança! OMG, antes do avião decolar o pai ficava dando bolacha pra ela e eu já tava vendo a hora que a garota ia vomitar [em mim, óbvio]. Mas graças a Deus o avião decolou, pousou e a criança ficou quietinha =D


Sai do avião, passei pela imigração e... Alemanha! Mal podia acreditar que estava na Lemanha (como diria o Chaves), perfeito. Ainda no aeroporto comprei o meu Welcome Card válido para 72h, nais quais poderia usar qualquer meio de transporte na cidade ilimitadamente e ainda teria direito a descontos em alguns lugares aleatorios da cidade [que eu acabei não visitando por falta de tempo =/]

Sai do aeroporto e fui para a estação de trem (S-Bahn). O sistema de transporte em Berlin é sensacional! Apesar de não ser tão grande quanto o de Londres ou Paris, funcionou perfeitamente para mim, além de ser muito bem sinalizado.
Ao chegar na estação, descobri que um dos trens que vai para o centro da cidade partiria dentro de poucos minutos, mas aquele trem não ia para o lugar que eu tinha planejado ir. Sem problemas! Olhei no mapa e tracei a nova rota. Iria até a estação final, Pankow, pegaria o metro naquela estação e depois de duas paradas chegaria ao Hostel.

Pego o trem e 40min depois chego a Pankow. Olho as placas e vejo as setinhas indicando a conexão com a linha 2 do metrô (U-Bahn). Uma seta indica para descer as escadas. Eu sigo. Depois vire a direita. Eu viro. Vire a direita novamente... ok... adiante... ok... a direita novamente... direita... sinto que estou andando em circulos.

Depois de andar por uns 15 minutos pela estação (que era minuscula) descubro que uma das setas indicava exatamente para a PAREDE! E nessa hora percebo que a parede era diferente das demais, recém construida. As coisas começam a fazer sentido...

"Do you speak English?", pergunto a duas mulheres paradas no centro da estação.
"Nein.", uma responde.
"U-Bahn?!", pergunto.
"No U-Bahn! Bus!"
¬¬

Haha, encontro uma placa dizendo que devido a obras na via, o metrô não chega até a estação de Pankow \o/

Respiro fundo, volto para o mapa do sistema de transporte e planejo outro caminho. Pego o mesmo trem que peguei para chegar lá e volto três estações. Desço e... o metrô TAMBÉM não chega naquela estação. Todo o final da linha foi desativado. Legal \o/

To make a long story short, consegui chegar no hostel são e salvo após 1h30. Nada mal. Assim que sai da estação do metrô perto do Hostel, ao olhar pro céu pude ver a torre de TV. Foi algo indescritivel.


O Hostel que fiquei, EastSeven, é sensacional! Fiquei num quarto com oito camas mas foi super tranquilo. O lugar era super limpo, bem organizado e tinha um pessoal bem legal [falo mais sobre eles mais pra frente].

Já eram umas 5h da tarde, decido dar uma volta pra ver a cidade... mas já está escuro! 5h da tarde = noite em Berlim, haja paciência. Ok, dei uma volta pelas ruas proximas ao Hostel e decido ir pro centro, já que estava a apenas 3 estações de metrô de lá.

Agora, sobre o metrô... as estações não tem bloqueio, são completamente abertas, como se fossem uma extensão das ruas. Você compra o seu bilhete em umas máquinas especiais na propria plataforma e pronto. Se não quiser comprar, não precisa, mas corre o risco de ser parado por um fiscal e pagar multa. Em 3 dias em Berlin fui "parado" 2 vezes para mostrar meu ticket. É bom não arriscar.
Outra coisa muito boa é que todas as plataformas tem indicadores que mostram qual trem está vindo e quanto tempo demora pra ele chegar (e ele chega pontualmente). Quando é uma estação do S-Bahn por exemplo, onde varios trens com diferentes destinos passam pela mesma plataforma, acaba sendo muito util.
Além disso, as portas dos trens não abrem automaticamente! você tem que apertar um botão para que ela abra. Então, as vezes se ninguem vai embarcar ou desembarcar, o trem para mas as portas do vagão permanecem fechadas. Boa ideia no frio...

Continuando... no sábado acabei indo para a Alexanderplatz, que é uma praça gigantesca no centro de Berlim.
Lá comi o que parece ser bastante famoso por lá, que é uma linguiça muito maior do que o pão, com ketchup e mostarda. Muito bom. Mesmo.


Depois de dar uma volta ali pelo centro resolvi voltar para o hostel e dormir, pq tava muito cansado da viagem e ter acordado super cedo e tal. Mas eram oito da noite!!! Depois que escurece parece que o tempo para de passar, eu podia jurar que jah eram pelo menos dez.
Enfim, voltei e antes de dormir acabei conversando com um cara de londres e o amigo da australia, ambos estavam no no mesmo quarto que eu.

Dormi e acordei com um despertador. A música tocava por 30 segundos, parava por 15 e continuava... dai parou. E voltou. E parou. E voltou. Dai eu percebi que na verdade era o celular/despertador da garota que estava dormindo na cama de baixo da beliche e a folgada deixava tocando!
Olhei pra baixo e perguntei: Por acaso é o seu despertador?!
E ela: ah eh, desculpa!
E eu: haha, ok [son of a bitch]

Voltei a dormir. No dia seguinte, sai do quarto para ir tomar banho e depois peguei alguns flyers na recepção sobre Walking Tours em Berlin. Era um domingo, decidi ir na tour para o centro de concentração Sachsenhausen.
Fui até o ponto de encontro e comecei a conversar com a guia, que era uma australiana muito gente boa morando em Berlin há alguns anos. Bastante gente apareceu para o "passeio". Pegamos um trem de DOIS andares e depois de 30 minutos chegamos a cidadezinha ao norte de Berlim.
Depois de uma caminhada de uns 15 minutos chegamos a entrada do campo de concentração, que é gigantesco. Ela deu uma introdução sobre o local, salientando que ali não era um campo de extermínio (mas isso nao significa que ninguém morreu lá). Infelizmente quase tudo lá foi destruido depois do final da guerra, mas deu pra ter uma ideia legal de como era.


Achei a visita muito legal, mas confesso que é meio pesado. Em uma parte há um campo de fuzilamento, foi tenso, não dá nem pra imaginar como era aquela época. Coisas que não deveriam acontecer. O final da visita foi no "hospital", que não era mais do que uma casa de três quartos, sendo uma sala de autopsia e outra de cirurgia. Dai a guia falou: quem quiser ir no porão [onde eles guardavam os corpos, diga-se de passagem] a entrada é por aqui. Eu só entrei lá uma vez e não pretendo entrar de novo, mas é aberto ao publico, quem quiser entrar...

Todo mundo quis, of course. E ao descer as escadas para o porão aquela sensação de ar pesado, nossa, todo mundo saiu em menos de 1 minuto de lá. O porão era maior do que a própria casa em cima e tinha três grandes galerias... tenso...

Nisso já eram 4h da tarde e voltamos para a cidade. Da estação de trem resolvi ir para a Postdamer Platz, que é um centro comercial de Berlin onde fica o Centro da Sony (essa parte com a tenda branca).


O lugar é o máximo! Dentro do centro da Sony tem uma praça coberta onde há um telão gigantesco. Nossa, tava sentindo falta dos prédios altos!
Ao andar pelas ruas ao redor encontrei uma loja da Haagen-Daz! Sim, em Berlin você encontra lojas da Haagen-Daz de verdade! Mas tava taaanto frio que acabei nao tendo coragem de tomar sorvete. Além disso, já estava sentindo minha garganta ficar ruim.... =/


Andei até o Brandenburg Gate (da primeira foto do post), que é lindo demais. De lá caminhei pela rua Unter den Linden até a Alexanderplatz e voltei para o hostel.

Ao chegar no saguão do hostel comecei a conversar com uma garota de Londres e com dois caras da Austrália. Ficamos jogando Shithead (jogo de cartas muito facil que eu nunca tinha ouvido falar) até que a mina disse: vc não vai beber?
E eu: ah, não sei, não to podendo gastar muito dinheiro...
E ela: mas eh happy hour!!
E eu: ?
E ela: a garrafa de cerveja é 1 Euro!
E eu: ONDE EU COMPRO?!

uhahuahua, 1 euro é de graça, especialmente se vc comparar com Dublin. No fim tinha quase 10 pessoas jogando Shithead e ficamos lá até quase 2h da manhã, quando metade do povo resolveu ir prum "pub". Eu fui dormir.


No dia seguinte acordei com o celular da minha folgada de Israel tocando DE NOVO. Mas pelo menos foi de manhã, então até que foi bom. Já era segunda-feira, meu último dia útil na cidade e eu ia fazer a Walking Tour pelo centro da cidade.
No fim acabou sendo com a mesma guia que levou a gente pro campo de concentração, inclusive algumas pessoas que foram no domingo estavam lá na segunda também.
Começamos pelo Altes Museum (Museu Antigo), onde ela contou que é o mais antigo de Berlim e que foi quase que completamente destruido na guerra (assim como boa parte da cidade).
Passamos pela Universidade de Humboldt, que teve só alguns alunos prêmios Nobels, incluindo Einstein (só...). Lá na frente construindo um memorial, Empty Shelves (Prateleiras vazias).

Esse memorial foi construido porque, exatamente naquele mesmo local, os nazistas queimaram mais de mil livros da biblioteca da Universidade. Pessoas que cursaram universidades eram vistas como uma ameaça ao "governo" e um dos primeiros atos foi queimar os livros. Prateleiras vazias porque jamais poderão ser repostas. Queimar livros.........


Depois visitamos o Checkpoint Charlie, que foi um dos principais pontos de acesso entre o Leste e o Oeste pelo Muro de Berlim e em seguida vimos....... O MURO DE BERLIM!


Confesso que achei meio brochante, huahuauha, Ok, ok, é um muro! esperava o que?, mas a gente ouve falar taaanto dele que imagina uma muralha da China no meio da cidade. Bem, é um Muro.

Em seguida fomos ao Memorial dos Judeus da Europa, que é super legal também e finalizamos no Brandenburg Gate. Nisso já eram 4h da tarde e eu precisava ir pro hostel pq às 7h da noite....


Dia 8 de Novembro de 2010. Show do Alice Cooper em Berlim.
A casa de show ficava a 20min do meu Hostel, fui e voltei a pé mesmo. O lugar não era muito grande, não estava lotado e a média de idades era de uns 40 anos! uhahuahua, tinha muito tiozão, muito mais do que jovens.

Enfim, o show foi sensacional. Alice Cooper manda muito bem ao vivo. O show abriu com School's Out, depois No More Mr. Nice Guy, só tocou música boa. Ele foi morto 4 vezes no palco, sendo duas as mais clássicas: guilhotina e forca! Nossa, fantástico. O show todo é uma peça de teatro. Valeu cada centavo do ingresso, espero poder ve-lo novamente ao vivo.

sábado, 9 de outubro de 2010

No More Mr. Nice Guy



Hoje chegou o meu ingresso para o show do Alice Cooper em Berlim!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

What's yet to come


20 DIAS!!! 

 

 

Avantasia - Journey To Arcadia 

 

A lonely boy, a handful of dreams
Cold wind blows through a heart wired-in
Open skies he would explore
No there ain't no mastery
Of a passion and a deep blue love

Yearn to see far away places
One day he'd feel two hearts collide
In his eyes tears and desire
But he prays and he swears every night
One day scales will fall from her eyes

Just with a dream
Just with a dream and with a song
On my own I may stumble and fall
It don't matter at all when you're blessed with
Just what's yet to come, what's yet to come

When dogs run barking
And I don't hear no sound
And the sky is as blue
As eyes have never seen it
Then I remember
What I'd have been dying for
Faith rescue my dream
From a role that I've been put in
On their screen

Your eyes, and as I'll look into your eyes
We're at the crack of dawn
Life will stop telling lies
And destiny will know
It's just you and I

Burning feet on the ground
Got my head in the clouds
Journey to Arcadia
And I know I will stand
What I can't comprehend
Journey to Arcadia

The more we see we understand
That there's a lot that we don't know
As you awake on padded ground
The final curtain of the show

Far from the eye but close to heart
No matter how we try
Can't repel the counterpart
Our common bond we can't defy

[Solo: Sascha Paeth]

I've seen them standing at the crossroads
When they were waiting for a sign
And they unlearned to face the silence
As they unlearned to turn inside

You're turning to the sky
And you're dying for an angel
If you want it bad enough, see those eyes
That's where two glances collide

Learn to breathe, learn to crawl
Learn to stand, walk and fall
Learn to lose and to love, to believe, to rise above
Love is more than to love

[Solo: Bruce Kulick]

Burning feet on the ground
Got your head in the clouds
You're out to find Arcadia
And you know you will stand
What you can't comprehend
Journey to Arcadia

The more I've seen I understand
That there ain't nothing that I know now
As I awake on padded ground
The final curtain of the show

domingo, 25 de julho de 2010

Speed of Light

FALTAM 30 DIAS!!!!!!



Speed of Light - Stratovarius

Today is just an other day
of my life too short to live
I should have somekind of meaning
a destiny to believe in
before I go to sleep

I find some pictures of a time
when everything was still so fine
although the years have passed by
I will give it all I have inside...everything

I´m away lost in my thoughts
everyday my life goes by
at the speed of light

domingo, 11 de julho de 2010

Infinite Dreams, I can't deny them...

... Infinity is hard to comprehend...



... 44 dias, e contando...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Obrigado Dio, valeu por tudo!!


No dia de ontem, 16 de maio de 2010, o mundo perdeu um dos maiores representantes do Heavy Metal. Ronnie James Dio, que foi simplesmente um dos maiores vocalistas do estilo, tendo lançado albuns espetaculares não apenas na carreira solo mas também junto às bandas pelas quais passou, vai deixar saudades, mas sua música continuará viva para sempre.

Muito obrigado Dio, por ter sido uma influência tão positiva no Heavy Metal, pelas músicas que diversas gerações escutam hoje e ainda vão escutar. Valeu por tudo!


segunda-feira, 10 de maio de 2010

'cause it's not only music, it's a chosen way of life


Não pretendo perder meu tempo tentando explicar a determinadas pessoas os motivos pelos quais o Heavy Metal é, para mim, tão importante e musicalmente superior aos outros estilos vigentes no Brasil. Algumas pessoas não se preocupam nem em pesquisar um pouco antes de vir criticar o metal, dizendo um monte de abobrinhas, quanto mais a dar olhos - ouvidos - a um mero texto de um blog da internet. Elas também parecem não entender que ir a um show de metal não é como ir a um show qualquer, onde a música é apenas um detalhe, talvez seja por isso, pela música ter sido colocada em tão segundo plano, que a música nacional está cada dia pior.

Pretendo perder meu tempo, sim, comentando sobre como é gratificante ir a um show de Heavy Metal (ou qualquer show, que seja...) de uma banda de que você é realmente fã.

Muitas pessoas olham para mim assustadas quando digo que já paguei R$ 300,00 para ver o Iron Maiden, na pista premium, elas dizem:

"OMFG, você é:
(a) doido
(b) idiota
(c) rico
(d) todas as anteriores,
eu teria feito coisa muito melhor com o dinheiro."

A questão é que, obviamente, tais pessoas não têm um ídolo musical. É aquele tipo de gente que baixa todas as músicas pela internet, ouve o que está no rádio e não se importa se o cantor morre ou vive pois, se morrer, outro substituirá. Não têm uma certa relação com o artista e/ou com a mensagem que a música passa, com a música em si.

Ouvir uma banda de metal, ao contrário, não se restringe apenas ao som, é todo um estilo de vida. Você ouve as músicas, observa a arte de capa, fica ansioso a espera do anúncio dos shows da turnê, usa a camiseta da banda, eventualmente quer deixar o cabelo crescer, só usa preto quando você é mais jovem (e mais mente fechada).

Quando, finalmente, o dia do show chega e você chega ao local, encontra centenas de pessoas que, assim como você, anseiam por ouvir as mesmas músicas, pessoas de quem você nunca ouviu falar antes, mas que já foram aos mesmos shows que você, que usam a mesma camiseta que você. Um show de metal não se trata de um local para azaração ou para algazarra, é um local para ouvir a música que você esperou anos para ouvir ao vivo, ver os seus ídolos, aqueles caras que, não apenas tocam excepcionalmente bem (note, vc é fã), mas que conseguem criar melodias com os instrumentos (o que não é nada fácil... fazer barulho sim, é fácil). Em um momento do show, você olha para os lados e vê que muitos estão cantando e você também. Ao final do show você só consegue pensar em duas coisas: (1) que show do caralho, e (2) quando será o próximo?

Praticamente todas as minhas bandas preferidas estão nesta imagem, mas este post é dedicado ao grande Kai Hansen, cara que, sem dúvida, foi o responsável pela criação do Power Metal com o lançamento dos albuns "Keeper of the Seven Keys" e vem contribuindo desde então com cds de altíssima qualidade juntamente com o Gamma Ray.

Hail to the metal! \m/