quinta-feira, 14 de abril de 2011

Legen (wait for it)...


Há alguns meses (quatro) minha amiga falou: mew, vc tem que assistir How I Met Your Mother!

Eu ainda estava lá na Irlanda e, assim como Friends e Two and a Half Men, HIMYM passava com consideravel frequência. Eu já tinha assistido um episódio aleatório mas tinha achado mais ou menos.

Seguindo o conselho dela, resolvi dar uma chance para a série e baixei a primeira temporada completa (na minha super internet banda larga de 20 mb que eu sinto taaaanta falta). Assisti o primeiro episódio... meh... o segundo... hummm... o terceiro: omg, that's the best show ever!

OK, não foi bem assim, mas na verdade a medida que eu ia assistindo fui percebendo que a série era, sim, muito legal. É tipo um Friends 2.0, ao invés de ficarem em um café eles ficam em um pub. A história também se passa em Nova York e mistura momentos extremamente hilarios a momentos mais tristes... enfim, é impossivel não se identificar com pelo menos um dos personagens, assim como acontece em Friends.

E, agora que já assisti as 5 temporadas (e 20 episódios da sexta) produzidos até agora, acho no mínimo justo passar a série adiante para whoever reads my blog.

Então aí fica a dica!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

LET GO, Timo Tolkki!

Essa semana pude ouvir pela primeira vez o primeiro trabalho de estúdio de uma banda que já nasceu grande. Trata-se do Symfonia, banda criada pelo ex-Stratovarius Timo Tolkki e que tem nos vocais nada menos que Andre Matos. No line-up há também grandes nomes como o baterista Uli Kusch, o tecladista Mikko Härkin e o também ex-Stratovarius, o baixista Jari Kainulainen.

A expectativa gerada desde o primeiro anúncio de que um álbum seria gravado por eles não poderia ser maior, afinal de contas, Timo Tolkki escreveu ~90% dos grandes clássicos do Stratovarius... qualquer fã de power metal entende o que isso significa. Andre Matos é simplesmente Andre Matos. O álbum tinha tudo para ser perfeito. A começar pela capa que eu achei bem... típica.


Do início da primeira música ao fim da última, o cd é o mais puro power metal criado pelo Tolkki e pelo Andre. A técnica dos integrantes é ótima e o cd todo soa bem.

Mas, no entanto, não pude deixar de ter aquela sensação de déjà vu, de que já tinha ouvido aquilo antes. Fato, In Paradium é uma volta ao passado dos artistas, um passado difícil de deixar de lado.

Não digo isso tanto a respeito do Andre Matos, para mim ele até que estava apresentando uma abordagem diferente a cada cd lançado, por exemplo o Angels Cry, seguido por Holy Land e Fireworks, Ritual, Reason, Time to be Free e Mentalize, todos esses cds tem o toque único do vocalista e, no entanto, soam diferentes entre si.

Do mesmo modo que os trabalhos lançados pelo Tolkki no Stratovarius também tinham suas diferenças, tais como o Forth Dimension, Episode, Visions, Destiny, Infinite, Elements... hum... foi ai que a coisa começou a piorar pro Tolkki. O Elements Pt. 2 pra mim é uma regravação de tudo o que a banda já fez. Criatividade até ainda tinha, ousadia de mudar, no entanto...

Finalmente ele ia lançar o Revolution Renaissence, ainda no Stratovarius, e depois mudou de ideia e decidiu acabar com a banda. Bom, o cd era uma cópia de tudo o que ele já fez. Do mesmo modo que esse novo cd, para mim também é.

Long story short, na minha opinião os músicos do power metal de hoje precisam aprender a LET GO do seu passado. Precisam ter mais ousadia para fazer algo diferente mesmo quando todo mundo quer mais do mesmo.

Boa parte da culpa é dos próprios fãns, que crucificam a banda que muda um pouco o som, mas chega uma hora que não dá mais. O Timo Tolkki escreveu músicas maravilhosas para o Stratovarius, quando eu quiser ouvi-las, eu vou ouvir as originais, não preciso de mais um cd blablabla pra encher linguiça na minha coleção, cheio de coisas reutilizadas e ideias tão manjadas que já são clichês em qualquer album do gênero.

Falta coragem de fazer algo diferente e evoluir. Esse rolo todo que o Tolkki fez com o Stratovarius só me deixou mais decepcionado com ele. O Stratovarius está tentando seguir adiante sem o seu criador e principal compositor, e ao meu ver, está se saindo muito bem.

O Symfonia vai fazer uma turnê (isso é mais do que certo) e provavelmente eu estarei lá, cantando as músicas e tudo o mais. Mas que tipo de música é essa que gira em torno do próprio rabo e nunca segue adiante?!

Alguns artistas deveriam aprender com o Tobias Sammet, do Edguy e do Avantasia, que enfrentou a fúria de milhares de fãns ao lançar um terceiro álbum para o Avantasia, o The Scarecrow, que saia completamente da linha dos clássicos Metal Opera. O coitado foi crucificado por tal heresia, mas continuou firme e ainda lançou mais dois cds na mesma linha do terceiro. Hoje o cara é aclamado. Para mim, é necessário saber a hora de parar e seguir adiante, mudanças nem sempre são ruins. É preciso coragem para sair da zona de conforto, coisa que, infelizmente, pouca gente tem.



Sò digo uma coisa: quando eu quiser ouvir Hunting High and Low, eu ouço a original.

sábado, 19 de março de 2011

Santa Ignorância


E o pior é que o Calvin está certo! pra variar neh...

e falando em ignorância... agora eu entendo perfeitamente quando os meus professores da faculdade tinha sérios problemas com aparelhos eletrônicos. O cara tem doutorado e chega lá e dá o vexame de não ser capaz de ligar o computador. Ou então, vai mostrar um video ou fazer uma apresentação em slides e não consegue colocar em tela cheia.
Os exemplos são muitos.

Mas hoje, durante a aula... eu não consegui fazer o rádio funcionar. Foi quando um aluno meu levantou, ficou do lado do rádio, apertou um botão e pronto.

Santa ignorância!

Mas é claro, eu não tenho um doutorado...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tudo na mesma

Hoje voltei a fazer natação! Já nado desde 2007 (com algumas interrupções) e estava sentindo falta de praticar um esporte. Acabei parando de nadar em maio/2010 quando a facul e as aulas de inglês me sugavam todo o tempo que tinha, e em Dublin não tinha a menor condição de praticar, claro.

Mas hoje, pulei na piscina e senti que estava... tudo na mesma. Enquanto me arrastava para casa (quase 1 ano sem nadar! Não há braços e pernas que aguentem) fiquei pensando que agora estou fazendo o que fazia antes da viagem: faculdade from hell (mas eu gosto, vai), aulas de inglês (que começam em duas semanas... pagamento ae \o/), starbucks/cinema com os amigos e natação.

5 meses de viagem passaram incrivelmente rápido e no fim parece que eu fiquei fora por apenas um mês.

Já estou planejando a proxima viagem =D

Nessas ultimas semanas fiquei pensando também nas pessoas que conheci em Dublin e nos lugares que visitei. Hoje olho o perfil do facebook dessas pessoas e sei que dificilmente voltarei a ve-las novamente, espero que eu esteja errado. Conversei pelo Skype com a Juliete (vulgo: drunky), minha flatmate, que já voltou para a Argentina. Semana que vem é a vez do Gustavo e por ai vai. Pessoas nota 10, de verdade. E mesmo aqueles que não eram tão próximos, eram pessoas e as pessoas são iguais em todos os lugares do mundo (claro que sempre tem exceções).
Foi o que o Bruce (não lembro o nome dele, mas ele era inglês e parecia o Bruce Dickinson), da minha host family, disse quando todos estávamos tomando café da manhã juntos. Tinha eu do Brasil, ele da Inglaterra, a Rahel da Suiça e o Sam da Coréia do Sul, todos comendo pão de forma torrado com manteiga. Tomando café, suco de laranja.

Dai eu comecei a lembrar das pessoas que eu conheci nas viagens. Algumas delas eu simplesmente nem soube seus nomes, outras eu andei junto o dia inteeeeiro para... nunca mais ver de novo. Em Berlin o pessoal do hostel era super gente boa, conheci uma inglesa, dois australianos, alguns dos eua, alguns do canada, brasileiros (obvio). E o legal é que todos estavam lá para curtir aquele momento, mesmo sabendo que não voltariamos a nos ver de novo.


Mudando de assunto (de novo), ah que saudades que eu estava de São Paulo. Diga o que quiser, mas essa é a melhor cidade... da America Latina, hehehe. Meu amor por ela se reduz quando pego o metrô/onibus lotado e hiper-caro e que quebra frequentemente, mas é a vida... quando as pessoas me perguntam do que eu mais sinto falta de Dublin (da cidade, não dos amigos e tal) eu digo que é a segurança que a cidade oferece, todo dia ao ligar a televisão temos notícias de gente baleada em assalto e semelhantes... tenso.

A primeira pergunta que me fazem é: e aiii, como foi lah?
O que eu respondo? Tanta coisa aconteceu que um simples "como foi lá" é muito abrangente, as pessoas precisam ser mais específicas! Digo apenas que foi ótimo e que quero voltar (um dia, mas não para Dublin).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Coming Home

Pensar nas palavras "Coming Home" me remete a várias músicas e bandas que tenho ouvido ao longo do tempo, mas com certeza, essa é a ideal para a atual situação:




"Vá então, há outros mundos além deste..."

e esses mundos existem.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

The Chance

Que saudades de viciar em Helloween... 7 dias



The Chance

We're living in a constant fight
Too much pressure everywhere
And all around

Don't let it pull you down
Hold on tight
Cling to your dreams

Don't you depend on someone else
Think for yourself and win the race

The chance you got comes never twice
Do your best, (and) do it right

Time will come but don't you hide
You are on your way

You're led by God but you're not a pawn
Should live your life, don't care 'bout any scorn

Just let them fool around
No need to cry
Don't give up

Try to be as smart as you can be
I know you own so much ability

domingo, 2 de janeiro de 2011

Carry On - Stuck in a rut?



"Sometimes I wonder what's the reason why we long for someone to embrace and say hello to say goodbye Carry On - and I will forever, cause when I see you smile I dare to believe again"


16 dias e contando... como pode? Mais de 4 meses já se passaram e daqui 16 dias volto a minha stuck-in-a-rut life no Brasil. Como pode passar tão rápido?

Me lembro como se fosse ontem quando desembarquei no aeroporto de Dublin e fui para minha host family. Quando me perdi na primeira vez que sai de casa. Quando comprei meu notebook e carreguei ele nos braços do centro até minha casa por 40 min! Da loucura de arranjar um lugar legal pra morar e da loucura de tirar o GNIB dentro do prazo dado pela imigração. A ideia de fazer o CAE e a facada de pagar 173 Euros pelo exame. Do aniversário da Juliete no dia das bruxas e da primeira viagem pela Europa (para Berlim). As amizades que eu fiz, pessoas sensacionais que dificilmente voltarei a ver de novo, e a noção de que, apesar das diferentes culturas, somos todos iguais. Não só isso, mas a noção de estar no lugar certo e na hora certa. As vezes precisamos viajar muitas horas de avião para encontrar em meses o que não encontramos em anos...

E, no entanto, daqui 16 dias tudo isso vai ser parte da minha old-life in Dublin, de uma época na qual eu tive a oportunidade de simplesmente dar um pause na minha vida-de-verdade em São Paulo e partir pra uma vida de mentirinha por alguns meses, coisa que dificilmente poderá ser repetida no futuro.


Uma das primeiras expressões idiomaticas que aprendi na escola foi: "to be stuck in a rut"; e eu acabei usando essa expressão várias vezes quando o prof pedia um exemplo.

"I was stuck in a rut in Brazil, so I decided to come to Dublin \o/"

Fair enough, o exemplo não podia ser mais verdadeiro. Mas será que quando eu voltar vou continuar "stuck in a rut"? Será que o break em Dublin foi suficiente? Será?
Odeio incertezas e não tenho paciência at all... what's yet to come... only time will tell... bla bla bla!, só sei que o tempo passa tão depressa...